Cara técnico, toco operação. Hoje sou CTO de três empresas (Método, Affiliates e Figi). Nos últimos anos rodei mais de quinhentos projetos de e-commerce em trinta segmentos.
Vim contar como a gente constrói com IA no dia a dia. Não a teoria. O método.
Três perguntas rápidas. Pra eu calibrar a conversa pelo perfil de vocês.
Cinco blocos. Trinta minutos. No fim, vocês vão ter a estrutura pra montar o squad de vocês. Não a teoria. O método.
Doze frentes, treze cadeiras — por que a conta de marketing não fecha.
Anthropic e Austin Lau: o squad rodando o crescimento há dez meses.
Agente, hierarquia, trabalho assíncrono. A estrutura por dentro.
Da selfie ao carrossel: 6 entregáveis em 10 minutos.
Ferramentas, primeiro agente, próximo passo. Pra montar o de vocês.
Vivemos na era do digital. Produção de conteúdo e presença nas redes deixaram de ser diferencial. Viraram pré-requisito pra qualquer negócio. Da padaria da esquina à grande empresa.
Pra cobrir as doze frentes com gente, você precisaria, no mínimo, de treze cadeiras. Doze especialistas e uma pessoa pra coordenar.
Da concepção até a publicação. Nove etapas, um único squad rodando em paralelo, sem esperar você.
A criadora do Claude, hoje a empresa de IA mais valiosa do mundo, com US$ 30 bilhões de receita anualizada em abril de 2026, tocou todo o marketing de crescimento global com uma pessoa só. Por dez meses.
Sem formação em código. Antes do Claude Code, nunca tinha aberto um terminal. Montou um sistema de agentes de IA pra fazer o marketing rodar sozinho.
Gera variações de criativo em segundos.
Cruza manual da marca com dado de performance.
Um cuida só de título. Outro só de descrição.
Registra hipóteses e cruza com performance anterior.
Por muito tempo a gente associou crescimento de empresa a crescimento de time. Pra dobrar faturamento, dobra cabeça. O Austin mostrou outra possibilidade.
Em vez de produzir
anúncio, ele construiu
a máquina que produz
anúncio.
Ele não estava sozinho. Tinha um time. Só que esse time não era de gente.
Antes de mostrar o organograma e a estrutura, eu preciso desmontar uma confusão que o mercado faz.
Quando você abre o Claude ou o ChatGPT hoje, não está usando uma "IA pura". Está usando um agente. Uma LLM com quatro camadas plugadas em cima.
Vocês já usam. O ponto agora é botar vários pra trabalhar juntos.
Identidade, regras, habilidades, integrações e hierarquia. Definidas peça por peça.
Papel, escopo, contexto da marca, voz e tom. Cada agente sabe o que faz. E o que não faz.
Limites configuráveis: ações automáticas, ações que exigem revisão humana, decisões que fogem da alçada.
Função específica do papel: gerar imagem, escrever copy, montar carrossel, ler métricas.
Chaves isoladas: o de social fala com Instagram, o de e-mail com a plataforma de envio, o de análise com Meta. Cada um com seu chaveiro.
Posição no organograma: quem delega a tarefa, pra quem ele entrega, com quem coordena.
Cada agente sabe a quem responde. E quem responde a ele.
Você manda o briefing e fecha o laptop. Os agentes rodam ao mesmo tempo — e parte do squad volta a rodar sozinho, em rotinas que se repetem todo dia, toda segunda, todo dia 1º.
Cliente nova: Alice Alves, psicóloga clínica. Atende ansiedade e burnout em mulheres adultas. Consultório recém-aberto.
Selfie · celular
Um pedido entra no topo, vira 4 frentes em paralelo. Todas começam ao mesmo tempo.
Cada agente conecta vários sistemas e serviços pra entregar a função dele. Geração de imagem, redes, hospedagem, dados, vídeo. Tudo conversando.
Vamos abrir, um por um, os 6 entregáveis que o squad produziu enquanto eu explicava a estrutura.
01
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Selfie casual do celular da Alice → 3 retratos profissionais. Iluminação de estúdio, fundo neutro, expressão coerente com o tom acolhedor do briefing.









Paleta, tipografia, marca d'água e painel de referências. Coerente com o tom acolhedor mas técnico do briefing. Sem aquele visual genérico de psicóloga estoque.









Diagnóstico do que está no ar agora. Bio, destaques, grade dos últimos 30 posts, formatos, engajamento por tipo. E o que mexer primeiro pra destravar alcance.









30 dias mapeados dia a dia. Pilar, formato, gancho e horário por post, alinhado com o pico da audiência da Alice. É só abrir, gravar e publicar.









Levantamento e plano de aproximação entre profissionais pra construir um fluxo de encaminhamento espontâneo à prática clínica da Alice.
Capa
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CTA
Carrossel de 6 cards fiel ao tom acolhedor mas técnico do briefing. Capa-gancho, 4 sinais clínicos, chamada com aviso responsável.
Cinco passos pra montar o seu squad. Sem precisar virar agência da noite pro dia. Devagar, do jeito que cabe no seu time.
Tom de voz, público, o que já deu certo, o que não pode. Sem contexto, o agente alucina. Esse é o trabalho que mais economiza tempo depois.
Escolha uma tarefa que te consome mais hoje. Pra maioria, é produção de carrossel ou copy de tráfego. Automatiza essa primeiro.
Texto: Claude ou GPT. Imagem: Nano Banana, Midjourney ou Flux. Vídeo: Sora ou Runway. Voz: ElevenLabs. Não force uma única IA pra tudo.
É o que transforma agentes soltos em um squad de verdade.
Toda saída do squad passa por você antes de virar pública. O squad acelera. Você assina. Sem exceção no primeiro mês.
A IA que você usa é a mesma que qualquer empresa usa. O que muda é como você opera. A estrutura, o fluxo, a disciplina. É aí que está o trabalho.
Marketing é terreno sensível. As ferramentas que mostrei servem pra agilizar, amplificar e qualificar o trabalho. Não pra isentar quem assina.
Cada profissão tem suas regras. Cada empresa, as suas. Respeitar isso é o que faz o trabalho ser concreto, correto e ético.
Volume sem critério vira ruído genérico. Plateia identifica em segundos. Quantidade sem método destrói marca em vez de construir.
Toda semana eu posto bastidor de squads de IA no Instagram. Método, o que rodou, o que quebrou. Bom pra quem quer aprofundar.
Aponta a câmera · te leva direto pro perfil